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Tribunal de Contas encerra primeiro semestre de 2026 com balanço marcado por modernização e cooperação internacional

O Tribunal de Contas de Angola (TCA) encerrou o primeiro semestre de 2026 com um conjunto de iniciativas voltadas para a modernização institucional, o reforço da fiscalização das finanças públicas e a ampliação da cooperação internacional. As ações decorreram sob a liderança do Juiz Conselheiro Presidente, Dr. Sebastião Domingos Gunza.

Entre as principais realizações destaca-se a aprovação do Plano de Acção de Formação destinado a gestores e técnicos das entidades públicas sujeitas à prestação de contas. A iniciativa visa capacitar os utilizadores para a utilização do Portal Electrónico de Prestação de Contas, por meio de formações práticas, cadastramento, atribuição de credenciais e simulações de submissão eletrónica de documentos, no âmbito da estratégia de transformação digital do Tribunal.

Durante a 5.ª Sessão Plenária Ordinária, o plenário analisou os dados estatísticos da atividade processual nas áreas de fiscalização preventiva, sucessiva, concomitante e de efetivação da responsabilidade financeira. Na ocasião, foram discutidas medidas para aperfeiçoar os indicadores de produtividade e fortalecer os mecanismos de gestão processual, com o objetivo de aumentar a eficiência e o rigor na tramitação dos processos.

No mesmo período, a 1.ª Câmara do Tribunal aprovou o Relatório de Auditoria aos cinco concursos públicos de ingresso externo promovidos pela ENAPP para a admissão de pessoal na Administração Pública. A sessão também serviu para debater a uniformização dos procedimentos de fiscalização preventiva e concomitante, visando reforçar a segurança jurídica e a eficácia do controlo das despesas públicas.

No plano internacional, Angola foi confirmada como anfitriã do IX Seminário Conjunto da OISC-CPLP e do Encontro de Jovens Auditores, eventos agendados para os dias 27, 28 e 29 de outubro de 2026. A realização das atividades decorre da presidência angolana da organização para o período 2025–2027.

O Tribunal de Contas representou ainda o país em importantes fóruns internacionais, entre os quais o I Encontro Internacional sobre Consensualismo, realizado em Lisboa, e a 22.ª Reunião do Conselho Administrativo da AFROSAI-E, na Libéria. Os encontros permitiram reforçar a cooperação entre instituições superiores de controlo e promover a troca de experiências em matérias relacionadas com auditoria pública e boa governação.

No âmbito das comemorações dos 30 anos da instituição, foi inaugurada a Escola de Contas e um Polidesportivo no município do Calumbo, província de Icolo e Bengo. A Escola de Contas passa a constituir um centro de formação contínua para magistrados, técnicos e agentes da Administração Pública, com foco na qualificação dos recursos humanos e na prevenção de irregularidades na gestão pública.

Outro destaque do semestre foi a assinatura de um protocolo de cooperação entre o Tribunal de Contas de Angola e o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, do Brasil. O acordo prevê o intercâmbio de experiências e conhecimentos nas áreas de auditoria ambiental, inovação e fiscalização das finanças públicas.

Durante o período, o Presidente do Tribunal de Contas, Dr. Sebastião Domingos Gunza, foi distinguido com a Medalha de Valor de Serviço Policial (Classe Única), atribuída pela Presidência da República no âmbito das celebrações dos 50 anos da Polícia Nacional. A condecoração reconhece o percurso profissional e os contributos prestados ao Estado angolano ao longo de mais de quatro décadas de serviço público.

Ao fazer o balanço do primeiro semestre de 2026, o Presidente do Tribunal reafirmou o compromisso da instituição com o fortalecimento da fiscalização das finanças públicas, a modernização dos serviços e o reforço da cooperação internacional, com vista à consolidação de um sistema de controlo externo cada vez mais eficiente e transparente.

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Presidente da ANEMP nega acusações de ocupação de terrenos no Kilamba e aponta esquema de invasores da cooperativa de antigos combatentes Luanda – O presidente da Associação Nacional de Empresas de Manutenção Predial (ANEMP), Francisco Chaves negou o seu envolvimento sobre ocupação de parcelas de terra no município do Kilamba, em Luanda, e disse tratar-se de um esquema organizado de invasores de terrenos coordenados pelos cidadãos identificados por Lucas Mungambi Fulai e João Tchinda, que recorrem de modo ardiloso à estrutura jurídica e administrativa da Cooperativa Agropecuária Filhos de Antigos Combatentes Bita CACAT, RL e a documentos falsos para atestar uma suposta titularidade de espaços na Urbanização Mil Cores (UMC). Reagindo às acusações proferidas pelo vice-presidente da Cooperativa de Antigos Combatentes, Lucas Mungamba Fly, o responsável da Urbanização Mil Cores (UMC), Francisco Chaves esclarece que o processo de loteamento dos espaços no perímetro que actualmente constitui a Urbanização Mil Cores começou em 2016, conduzido pelo Governo da Província de Luanda (GPL), Instituto de Planeamento e Gestão Urbana de Luanda (IPGUL) e pela Administração do Kilamba. No seu Direito de Resposta, Francisco Chaves faz notar que a actuação da UMC se circunscreve apenas na coordenação do mecanismo de controlo gizado pelos beneficiários de espaço no referido território, enquanto presidente da comissão, criada por deliberação em assembleia dos beneficiários dos processos de loteamento de terreno, promovido pelo Governo Provincial de Luanda. Esclarece também que a sua organização, não detém assinaturas nem símbolos que representem a autoridade do Estado, “tão pouco temos poderes para o efeito, porquanto não estarmos investidos de instrumento jurídico legal (procuração), para representar o Estado e litigarmos em favor mesmo”. Fonte: Club-K.net
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