Militantes acusam vice-presidente Nando de negociar à margem do partido, com alegado financiamento de campanhas digitais e rejeição ignorada pela direção
O Partido PADDA – Aliança Patriótica, está no epicentro de uma forte crise interna, após denúncias explosivas de militantes que falam em alegada tentativa de imposição do empresário Carlos Quissola, filho do dono do Instituto superior ISIA, como cabeça de lista do partido.
As acusações apontam diretamente o vice-presidente do partido, Nando, de estar envolvido em alegadas negociações paralelas e contactos fora dos canais oficiais da estrutura partidária, promovendo o referido nome apesar de, segundo militantes, já ter sido rejeitado em decisões internas anteriores.
Fontes internas denunciam ainda uma suposta operação de “marketing político pago”, com recurso a páginas digitais e redes sociais, alegadamente financiadas para impulsionar a imagem de Carlos Quissola e criar pressão interna para a sua validação como candidato.
Militantes afirmam que o processo estaria a ser conduzido à margem da Comissão Política Nacional, levantando suspeitas de favorecimento, conflitos de interesse e possível instrumentalização financeira do processo de escolha interna.
O caso ganha ainda mais tensão com a expectativa de que o nome volte a ser discutido na reunião da Comissão Executiva marcada para esta segunda-feira, 25 de maio, apesar da forte resistência interna e de decisões anteriores que, segundo os contestatários, não o incluíam como opção legítima.
A crise é descrita dentro do partido como “profunda e potencialmente explosiva”, com receios de ruptura interna caso a liderança insista na sua apresentação como cabeça de lista.
De recordar, que também foi este mesmo vice-presidente, Nando que tinha feito as negociações com o antigo líder do MEA , Francisco Teixeira.


