Luanda – A rejeição da candidatura do general Higino Carneiro ao 9.º Congresso do MPLA está a ser justificada, internamente, por Job Capapinha. Segundo essa versão, o general teria falsificado a assinatura da deputada Djamila Huguette da Silva de Almeida, filha do histórico dirigente Roberto Victor de Almeida.
De acordo com informações divulgadas pelo Club-K, a equipa de Higino Carneiro rejeita categoricamente a acusação. Os seus representantes afirmam que não entregaram qualquer ficha contendo o nome da deputada e sugerem que a própria subcomissão responsável pelo processo poderá ter introduzido fichas falsas para justificar o veto à candidatura.
Ainda segundo fontes do Club-K, após regressar do exterior, o Presidente do MPLA, João Lourenço, terá convocado Job Capapinha para obter esclarecimentos sobre o processo.
As mesmas fontes alegam que Capapinha saiu do encontro encorajado a encontrar fundamentos que inviabilizassem a candidatura de Higino Carneiro, reforçando a percepção, entre os apoiantes do general, de que existiria uma orientação política para impedir o seu avanço no processo eleitoral interno.
Fonte: Club-K.


