Denúncias dão conta de que o acesso a algumas escolas públicas de Luanda terá sido transformado num negócio ilegal, com professores e funcionários acusados de cobrar valores elevados para garantir vagas a estudantes.
Segundo informações divulgadas pelo jornal Expansão, as cobranças poderão chegar aos 600 mil kwanzas, principalmente em institutos técnicos de grande procura, como o Instituto Médio de Economia de Luanda (IMEL), Instituto Médio Politécnico Industrial de Luanda (IMPIL), o Instituto Médio Politécnico Alda Lara e o Instituto Médio Comercial de Luanda.
Candidatos e encarregados de educação relatam que, em alguns casos, foram solicitados valores entre 500 e 600 mil kwanzas para assegurar uma vaga, situação que levanta preocupações sobre a transparência no processo de ingresso e o acesso igualitário à educação pública.
A prática, caso seja confirmada pelas autoridades competentes, representa uma grave violação dos princípios de igualdade de oportunidades e transforma um direito fundamental num privilégio reservado a quem consegue pagar.
O Movimento dos Estudantes de Angola defende uma investigação rigorosa e responsabilização criminal dos envolvidos.
A grande questão permanece: quem controla este suposto esquema de venda de vagas e que medidas serão tomadas para impedir que o ensino público seja tratado como um negócio clandestino?
Fonte: Gingona Comunica


