Um grupo de estudantes do curso de enfermagem do Instituto Médio Técnico de Saúde Privado “Felisberto”, localizado no bairro Paraíso, junto à pracinha antiga, município de Cacuaco, em Luanda, denunciam alegadas irregularidades por parte da instituição. Segundo dizem terem pagos valores referentes a processos académicos, sem, até ao momento, solucionar questões relacionadas com a realização de estágios e a entrega dos respectivos certificados.
De acordo com os estudantes, a situação tem provocado descontentamento entre os formandos, que alegam estar há algum tempo à espera de soluções para regularizar a sua situação académica e dar seguimento ao processo de formação. Alguns afirmam que, apesar dos pagamentos efectuados, continuam sem respostas concretas sobre a realização dos estágios e a emissão dos certificados que atrasou os supostos finalistas de ingressar ao ensino superior.
O caso tem deixado agastados os encarregados de educação e a comunidade estudantil, que exigem esclarecimentos por parte das instituições envolvidas, bem como uma solução para os processos pendentes. Os estudantes pretendem saber, em concreto, os motivos que estarão na origem dos atrasos.
Os denunciantes defendem que sejam esclarecidas as responsabilidades de cada instituição e apresentadas soluções concretas para os processos de estágio e certificação, de modo a evitar que os formandos continuem prejudicados depois de concluírem a sua formação e cumprirem com as obrigações exigidas.
RESPONSÁVEL DO COLÉGIO FELISBERTO REBATE ACUSAÇÕES E APONTA O DEDO À DIRECTORA DO ITSL
Contactada pela nossa reportagem, a direcção do Instituto Médio Técnico de Saúde Privado Felisberto, por intermédio do subdirector administrativo, Jerusalém Manuel, ao reagir, esclareceu que o processo de estágio está a se concluir. Já ao abordar especificamente a questão da certificação dos alunos, o responsável dirigiu duras críticas à directora do Instituto Técnico de Saúde de Luanda (ITSL), Filomena Neto, apontando-a como sendo responsável pelos atrasos na emissão e assinatura dos certificados dos alunos.
De acordo com Manuel, a responsável do ITSL estabelece um número mínimo de certificados para assinatura, recusando-se, segundo afirma, a assinar processos em grupos inferiores a 50 certificados. O que acaba por prolongar a espera dos estudantes que já concluíram a formação e cumpriram com os pagamentos, no seu entender.


