Sexta-feira, Abril 17, 2026
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Presidente do ISP-Bengo acusada de desrespeitar decisão judicial e favorecer familiares em concurso público

O Instituto Superior Politécnico do Bengo (ISP-Bengo), localizado em Caxito, volta a ser alvo de controvérsia, após denúncias de alegadas irregularidades administrativas envolvendo a sua presidente, Aurora Bambi. Em causa estão acusações de incumprimento de uma decisão judicial e de favorecimento de familiares em processos de recrutamento.

Segundo informações relacionadas ao Processo n.º 15/2025-N, o Tribunal da Relação de Luanda determinou a reintegração de candidatos que teriam sido excluídos de forma irregular num concurso público realizado em 2024, decisão que levou à anulação do referido procedimento concursal. Na sequência, o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação orientou formalmente a instituição, através da Nota n.º 87/GJI/MESCTI/2026, de 24 de fevereiro, a cumprir integralmente o acórdão.

No entanto, fontes ligadas ao processo indicam que, apesar de a direção do ISP-Bengo ter comunicado o cumprimento da decisão, os candidatos abrangidos continuam sem integração no Sistema Integrado de Gestão das Finanças do Estado (SIGFE), o que os impede de exercer funções e receber salários.

As mesmas fontes apontam que, enquanto a situação se mantém, familiares da presidente continuam a ocupar vagas na instituição, incluindo o irmão e um sobrinho, o que levanta suspeitas de favorecimento e possível conflito de interesses.

Paralelamente, a instituição lançou um novo Concurso Público de Ingresso Externo na Carreira Docente para 2026, autorizado pelo Despacho n.º 2535/26. O processo tem sido alvo de críticas por alegadas irregularidades, incluindo a ausência do Conselho Científico e a definição de perfis de candidatura considerados restritivos ou direcionados.

Entre os casos apontados está o de um sobrinho da presidente, que anteriormente não teria sido aprovado, mas que agora surge como potencial beneficiário num concurso com critérios ajustados. Acresce ainda a inclusão de um familiar direto no júri do concurso, situação que especialistas consideram configurar um potencial conflito de interesses.

Entretanto, também circulam informações de que a presidente do ISP-Bengo figura como arguida num processo judicial relacionado a alegados crimes de corrupção, nepotismo e gestão indevida de fundos públicos destinados à investigação científica. Até ao momento, não houve confirmação pública de medidas disciplinares por parte das autoridades de tutela.

Em novembro de 2025, o Ministério do Ensino Superior criou uma comissão de inquérito para apurar os factos. Contudo, apesar de resultados internos já produzidos, não foram anunciadas medidas concretas, o que tem gerado críticas no seio académico.

Perante o caso, vozes da comunidade académica e administrativa defendem a necessidade de intervenção das entidades competentes, como a Inspeção Geral da Administração do Estado e a Procuradoria-Geral da República, para o esclarecimento dos factos e eventual responsabilização dos envolvidos.

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