Os familiares de Domingas Justino Teresa, de 28 anos de idade, moradora no bairro KM 9-A, município de Viana, em Luanda, detida no dia 18 de Julho do corrente ano, após ter sido acusada do crime de hom!cídio qualificado, cuja vítima é uma menor de um ano de idade, por sinal sua enteada, esclarecem que o resultado da autópsia feito ao corpo da menor aponta como causa da mo*rte malária.
A família sustenta ainda que a acusada foi presa injustamente, alegando que o pai da menor é agente da Polícia Nacional.
Segundo irmão mais velho da detida, esclareceu que a sua irmã nunca teve qualquer contacto com o bebé no dia dos factos, como atesta a informação oficial do Serviço de Investigação Criminal.
Explicou ainda que, Domingas saiu de casa por volta das 20 horas e 35 minutos do dia 17 do mês em curso, após receber um telefonema da sogra, que lhe pediu para levar a bateria do telemóvel, alegando que iria permanecer num óbito.
Relatou que, ao chegar ao local, encontrou a cunhada na companhia de uma amiga.
Sem saber que o bebé se encontrava na residência da sogra, limitou-se a permanecer no quintal, onde entregou a bateria do telemóvel, regressando, de seguida, à sua casa.
Posteriormente, conta o nosso entrevistado, o estado de saúde do bebé, que já se encontrava doente, agravou-se.
“A criança foi levada para uma unidade hospitalar, onde o ó*bito foi declarado”, declarou.
O irmão acrescentou que, por volta das duas horas da madrugada, o pai da criança, que se encontrava numa festa juntamente com a mãe da vítima, ao aperceber-se da morte do filho, telefonou à esposa, alegando que a sua irmã teria visto Domingas a asfixiar o bebé até à mo*rte.
“Foi assim que ela informou a uma das nossas irmãs de que estava a ser acusada pelo marido de ter mo*rto o seu filho”, explicou.
Ressaltou que, no sábado, dia 18 do referido mês, Domingas foi notificada para prestar declarações na Esquadra da Bela Vista, onde acabou por ser detida no âmbito do processo n.º 699/26-VN-D.
A família procurou saber a razão da detenção e foi informada que o próprio esposo havia participado a ocorrência, apontando a esposa como principal su*speita da morte do seu filho, numa outra relação.
Segundo lhes foi dito, o desfecho do caso dependeria do resultado da autópsia.
“Tudo isso só aconteceu porque o marido é agente da Polícia Nacional, afecto ao Comando Municipal do Calumbo, na província de Icolo e Bengo, bem como a irmã dele, que trabalha na Esquadra da Bela Vista, junto da PGR”, afirmou.
O irmão refere ainda que, na segunda-feira, dia 21, familiares de ambas as partes deslocaram-se à Mo*rgue Central de Luanda, onde foi realizada a autópsia, que concluiu que malária foi a causa da mo*rte da criança.
Segundo a família de Domingas, este resultado não foi aceite pelos familiares da malograda. Alegam que, devido a alegada influê*ncia da irmã do pai da criança, que trabalha na referida esquadra, junto da PGR, o processo foi encaminhado ao Juiz de Garantias sem que fossem anexados os resultados da autópsia, tendo este aplicado à arguida a medida de coacção mais gravosa, a prisão preventiva.
Credito: Na Mira do Crime


