Terça-feira, Outubro 27, 2026
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AGORA TORNA-SE MODA ESTRANGEIROS CUSPIR NA CARA DE ANGOLANOS: “SAMI”, CIDADÃO ERITREU DA FÁBRICA DE ÁGUA “CLARA”, ACUSADO DE CUSPIR NO ROSTO DE MOTORISTA- DIRECTOR-GERAL DA EMPRESA CONSIDERA ACTO NORMAL

Numa altura em que a IGT lança a 2.ª fase da campanha inspectiva “Trabalho Digno”, um cidadão estrangeiro, de nacionalidade eritreia, identificado apenas por “Sami”, director da área dos transportes da empresa Água Clara Indústria, Lda., com o NIF 5417351547, localizada na zona do Kifangondo, município do Sequele, província do Icolo e Bengo, está a ser acusado de cuspir no rosto de um dos motoristas angolanos, de nome Mateus Makuanda Brito, de 47 anos de idade, por alegadamente ter solicitado a chave de uma viatura para apoiar os colegas, além de outras supostas irregularidades graves que se registam naquela unidade fabril.

Segundo informações apuradas junto de um grupo de trabalhadores daquela unidade fabril pelo EmFoco, o facto aconteceu por volta das 22 horas de quinta-feira, 24 de Setembro do ano em curso, quando a vítima, que trabalha na empresa há sensivelmente cinco meses, se dirigiu ao responsável dos transportes para solicitar a chave de uma viatura, no sentido de apoiar os colegas.

“Eu entro às 20 horas e peguei no carro da recolha do pessoal. Quando estava na via, um dos pneus esvaziou-se. Voltei à empresa e, como o trabalho ainda não havia terminado, às 22 horas dirigi-me ao director-geral para solicitar outra viatura. Ele orientou-me a ter com o Sami. Cheguei lá e bati à porta. Tão logo ele saiu, directamente cuspiu-me no rosto, sem pelo menos saber o que eu precisava, e fechou a porta”, disse a vítima, revoltada com a situação.

Os entrevistados avançam ainda que, mesmo depois de ter sido cuspido, Mateus pegou na chave e continuou com o serviço, apoiando os colegas, alegando que, até ao momento, aguarda pelo posicionamento da direcção da empresa, que se mantém em silêncio, apesar de ter conhecimento da situação.

De acordo com as informações, esta não será a primeira situação registada naquela unidade fabril. Os trabalhadores afirmam que, recentemente, um dos seus colegas, também motorista, teria sido agredido pelo Sami, que, segundo contam, faria tais actos com aparente impunidade e com a alegada conivência do director dos Recursos Humanos, identificado apenas por Josimar.

Os denunciantes alegam ainda que alguns trabalhadores estrangeiros, além de supostamente agredirem e cuspirem nos trabalhadores, proferem ofensas e afirmam não temer as autoridades angolanas.

Outra situação que deixa os denunciantes insatisfeitos está relacionada com a alegada má qualidade das refeições fornecidas aos funcionários.

Até ao momento, a vítima não terá efectuado qualquer participação às autoridades, alegadamente por entender que várias entidades se deslocam regularmente à instituição para tratar de situações envolvendo outros trabalhadores, mas, segundo afirma, não sentem os devidos efeitos.

Contactado o diretor Geral da instituição de nome VEREKET AITSGHEB, para ouvir o contraditório, o mesmo afirma a direcção da empresa ter conhecimento da situação e diz ser normal.

Importa referir que recentemente um outro cidadão Angolano funcionário da Africana Descont, também denunciou ter sido cuspido no rosto por um cidadão Eritreu, e o caso continua sem rumo.

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