Uma mulher de 25 anos de idade, moradora do bairro Belo Monte, no município de Cacuaco, foi detida pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), sob suspeita de envolvimento na morte da própria filha, de sete anos de idade, num caso que, segundo o depoimento da acusada, estaria relacionado com uma alegada promessa de enriquecimento feita pelo namorado.
Em declarações após a detenção, a mulher admitiu ter conhecimento do plano e afirmou ter aceitado a proposta apresentada pelo namorado, identificado por ela como “Pichu”. Segundo o seu relato, a ideia teria sido discutida meses antes e estaria associada à promessa de obtenção de riqueza e de determinados bens mediante o cometimento de um crime envolvendo uma vida humana.
De acordo com a versão apresentada pela suspeita, no dia dos acontecimentos, o namorado entrou em contacto com ela e ambos deslocaram-se posteriormente à residência onde se encontravam os filhos.
A mulher afirmou que permaneceu no exterior enquanto o namorado ficou com a criança. Segundo o próprio depoimento, tinha conhecimento de que algo grave poderia acontecer, mas não interveio para impedir a acção.
As circunstâncias exactas da morte da menor continuam a ser investigadas pelo SIC.
O caso envolve ainda alegações de abuso sexual contra a criança antes da morte. Por se tratar de uma menor, não são divulgados detalhes sobre a alegada violência.
Suposta promessa de riqueza não se concretizou
Questionada sobre se chegou a receber algum benefício ou riqueza na sequência do crime, a mulher respondeu negativamente.
A suspeita revelou também que tinha dois filhos e que, no momento dos acontecimentos, o outro menor encontrava-se a dormir.
Após a morte da criança, a família terá recebido uma versão diferente sobre as circunstâncias do sucedido, segundo o depoimento atribuído à própria mãe.
Durante a entrevista, a mulher afirmou estar a sentir “muita dor” pela perda da filha e pela situação de detenção, acrescentando que nunca tinha passado por uma experiência semelhante.
O namorado apontado pela suspeita como responsável pela orientação do alegado plano também é mencionado no processo e poderá ser alvo das diligências das autoridades.
O SIC prossegue as investigações para esclarecer as circunstâncias da morte da criança, determinar o grau de participação de cada suspeito e reunir elementos para o encaminhamento do processo às autoridades judiciais.


