Os estudantes bolseiros internos do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo (INAGBE) denunciam estar há cerca de seis meses sem receber os subsídios das bolsas, situação que, segundo afirmam, está a causar enormes dificuldades para milhares de universitários em várias instituições de ensino superior do país.
“O subsídio não é um favor, é um compromisso do Estado com o saber. Um Estado que falha com os estudantes, falha com o seu próprio amanhã.”
De acordo com os estudantes, o problema vai além do atraso no pagamento. A principal indignação prende-se com o que chamam de “jogo de empurra” entre o INAGBE e as Instituições de Ensino Superior (IES).
Recentemente, o INAGBE justificou os atrasos afirmando que algumas universidades não teriam enviado as listas de renovação dos bolseiros. No entanto, várias instituições alegam já ter cumprido o procedimento dentro do prazo e dizem possuir provas de que os documentos foram entregues.
Algumas universidades afirmam ainda não ter recebido qualquer ficheiro ou orientação do INAGBE para preenchimento, o que levanta dúvidas sobre a origem do problema administrativo.
Outro ponto que está a causar frustração entre os estudantes é o novo portal de renovação das bolsas, atualmente em fase de testes.
Segundo relatos, muitos bolseiros enfrentam dificuldades técnicas para submeter documentos, enquanto outros aparecem no sistema com o estatuto de “candidato”, mesmo já tendo renovações aprovadas anteriormente.
Esses erros no sistema, afirmam os estudantes, ainda não foram resolvidos pelo INAGBE, o que acaba por atrasar ainda mais todo o processo.
Grande parte dos bolseiros internos estuda longe das suas províncias de origem, dependendo do subsídio para pagar despesas básicas como:
Renda de casa; alimentação; transporte (táxi); compra de livros e material académico
Sem o pagamento regular, muitos afirmam estar a enfrentar sérias dificuldades para continuar os estudos.
Os estudantes reforçam que a denúncia não tem motivação política, mas sim o objetivo de chamar a atenção das autoridades para o que consideram ser problemas de gestão dentro do INAGBE.
Agora, os bolseiros dizem que vão continuar a acompanhar o caso até que os subsídios em atraso sejam pagos.


