Uma fotografia que tem circulado amplamente nas redes sociais mostra Antonieta Cesaltina Fragoso Kulanda, presidente da Liga da Mulher Angolana”LIMA”, braço feminino da UNITA, ao lado de Emília Carlota Dias, recém-eleita secretária-geral da Organização da Mulher Angolana “OMA, organização feminina do MPLA.
O registo foi feito logo após a realização do VIII Congresso da OMA, que decorreu entre 28 de fevereiro e 2 de março de 2026, em Luanda. O evento marcou a eleição de Emília Carlota Dias como nova secretária-geral e serviu como espaço de debate sobre empoderamento feminino, mobilização social e reforço da participação das mulheres nos processos políticos e sociais do país.
O abraço entre as duas dirigentes, representantes de partidos historicamente rivais, foi amplamente interpretado como um sinal de tolerância, diálogo e respeito institucional. Em ano pré-eleitoral, a imagem ganhou ainda mais significado, sendo vista como um exemplo de que diferenças partidárias não impedem a convivência democrática e o reconhecimento mútuo.
A LIMA, fundada em 1972, mobiliza e representa as mulheres no principal partido da oposição, defendendo os seus direitos tanto na estrutura partidária quanto na sociedade. Já a OMA, criada em 1962, promove a participação feminina na política, em programas sociais e nos processos de decisão nacional.
A fotografia gerou diversas reações positivas. Éta Luísa Rogério, presidente da Comissão da Carteira, destacou numa publicação no Facebook:
“Mulheres angolanas dão exemplo de elevação. É possível fazer política com fair play, ética e respeito pelas diferenças partidárias. O abraço trocado entre a nova Secretária-Geral da OMA, Carlota Dias, e a Presidente da LIMA, Cesaltina Kulanda, é expressivo. Muito aplaudido.”
Também Nelito Ekuikui, secretário-geral da JURA, reagiu de forma breve, mas simbólica, publicando:
“OMA e LIMA 🇦🇴”.
Especialistas em política angolana consideram que gestos como este têm peso significativo no cenário nacional, sobretudo em período eleitoral. Embora símbolos não substituam medidas concretas de promoção da igualdade de género, a imagem reforça a narrativa de inclusão, diálogo e cooperação entre mulheres de diferentes forças políticas.
Para muitos internautas, o momento demonstra maturidade política das lideranças femininas e pode inspirar iniciativas conjuntas que fortaleçam a participação das mulheres nos processos sociais, económicos e políticos em Angola.


