Um cidadão identificado apenas como Elias, apontado como proprietário da empresa LJ, está a ser acusado por camponeses e outros moradores de alegadamente invadir várias parcelas de terra e destruir infraestruturas em construção no Zango 5, zona do consórcio Comandante Loy, no município do Calumbo.
De acordo com os denunciantes, o visado terá ocupado ilegalmente extensas áreas de terreno, estimadas em mais de 150 hectares, incluindo espaços anteriormente geridos pelo consórcio Comandante Loy.
Segundo relatos, no âmbito de um acordo prévio, o consórcio seria responsável pela urbanização da área, ficando com uma parte dos terrenos, enquanto a restante seria distribuída aos camponeses.
Os lesados afirmam ainda que, além da alegada ocupação, Elias terá ordenado ou promovido a destruição de residências, estabelecimentos comerciais e até uma fábrica de blocos que estavam em fase de construção por parte de terceiros que haviam adquirido parcelas no local.
Os camponeses descrevem o acusado como uma figura influente na região, alegando que o mesmo se considera “intocável” devido a supostas ligações com a administração municipal do Calumbo e com efectivos policiais da esquadra da centralidade do 8 mil. Estas alegações, no entanto, não foram até ao momento confirmadas pelas autoridades competentes.
O conflito fundiário, segundo os denunciantes, arrasta-se há vários anos, sem uma resolução definitiva por parte das entidades administrativas locais, apesar das sucessivas reclamações apresentadas ao longo do tempo.
Os moradores afirmam ainda que muitos dos lesados possuem documentação que comprova a aquisição legal dos terrenos, ao contrário do acusado, que, segundo dizem, não terá apresentado títulos válidos de posse.
A situação tem gerado forte insatisfação entre os afectados, incluindo cidadãos idosos que afirmam ter adquirido os terrenos há mais de três décadas e que se dizem desamparados pelas autoridades.
Contactado para prestar esclarecimentos, Elias, promete pronunciar-se em breve.


