Os moradores do município do Kilamba Kiaxi, em Luanda, denunciam a persistente falta de acesso à água potável no sector 11, numa área que se estende desde a Sinha Moça até à Praça Nova. Segundo os munícipes, a situação ocorre sob o que classificam como “silêncio” da Administração Municipal, liderada pela administradora Naulila Masisa Fernandes André.
De acordo com relatos da população, o abastecimento regular de água é inexistente, obrigando os residentes a recorrerem a soluções alternativas para suprir as necessidades básicas. A principal fonte de abastecimento são motorizadas de três rodas, conhecidas localmente como “kupapatas”, que percorrem as ruas ao longo do dia vendendo água considerada imprópria para consumo.
Sem este serviço informal, afirmam os moradores, o acesso à água torna-se praticamente impossível, uma vez que os pontos fixos de abastecimento no bairro são escassos. Para sinalizar a necessidade de compra, as famílias colocam bidões vazios do lado de fora das residências.
Segundo os denunciantes, os preços variam conforme a disponibilidade: um bidão de 20 litros custa entre 100 e 150 kwanzas em períodos normais, podendo atingir valores entre 200 e 300 kwanzas em momentos de maior escassez.
A população critica ainda a falta de implementação efetiva do programa governamental “Água para Todos”, que, segundo os moradores, permanece apenas no plano teórico. “Na prática, o que existe é ‘água nas kupapatas’”, lamentam.
Os residentes apelam às autoridades competentes para que tomem medidas urgentes, evocando o slogan governamental “corrigir o que está mal e melhorar o que está bem”, na expectativa de que a promessa seja concretizada no município.


