Na da Rua Arcos-Íris, bairro da Precol, município do Rangel, uma criança de seis morreu na noite do dia 16, devido a queda de um poste de energia eléctrica de média tensão quando se encontrava a brincar
Segundo relato da tia da vítima, o menino passou o dia a brincar com outras crianças do quintal, enquanto os adultos realizavam as actividades domésticas. Mais tarde, após regressarem do largo onde os moradores costumam reunir-se ao final da tarde, as crianças continuaram a brincar no quintal.
Relatou que por volta das 18 horas e 30 minutos, ouviu um barulho forte, com gritos e saiu para entender o que estava a ser passar encontrou o poste já sobre o o corpo do seu sobrinho. Sem esperar, com ajuda de outras pessoas acionaram as autoridades, mas infelizmente a criança não resistiu.
Os moradores afirmam que o poste já apresentava sinais de perigosidade há bastante tempo, e sempre comunicaram aos órgãos competentes que nunca se quer prestaram atenção
Segundo informações, representantes da ENDE informaram que o poste não pertence à empresa. Já a Angola Telecom também negou responsabilidade. Foi ainda mencionada a actuação de técnicos ligados à Ngola Kiluanje, mas, até ao momento, permanece o impasse sobre quem deve responder pela manutenção da estrutura.
E que, o principal pedido não é apenas a responsabilização pelo ocorrido, mas também a remoção urgente de outros postes em condições semelhantes existentes no bairro, de modo a evitar novas tragédias, sobretudo com a aproximação do período chuvoso e de ventos fortes.
Uma vizinha que presenciou o momento relatou que moradores estavam sentados à porta quando ouviram um estrondo repentino e, ao voltarem-se, o poste já se encontrava sobre a criança. Houve tentativa de socorro imediato, mas o impacto foi fatal.
O acontecimento provocou forte abalo emocional na comunidade, especialmente entre as crianças que presenciaram o acidente. Enquanto aguardam esclarecimentos e medidas concretas das entidades competentes, familiares e vizinhos pedem intervenção urgente para identificar e remover estruturas em risco, evitando que novas famílias enfrentem situação semelhante.
O caso continua sob acompanhamento das autoridades.


