O recurso à pena de morte no mundo está a sofrer um aumento alarmante, alertou hoje o Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, manifestando preocupação com a situação no Irão, Arábia Saudita e Estados Unidos.
“Embora a tendência global continue a caminhar para a abolição universal da pena de morte, o número de execuções aumentou acentuadamente em 2025, principalmente devido a um aumento significativo num pequeno número de Estados que a mantêm”, afirmou Volker Türk, num comunicado divulgado hoje em Genebra, e citado pela Lusa.
“O meu gabinete observou um aumento alarmante na aplicação da pena de morte em 2025, particularmente para crimes que não se enquadram nos critérios de ‘crimes muito graves’ exigidos pelo direito internacional”, afirmou o representante da ONU.
No Irão, onde se estima que foram executadas pelo menos 1.500 pessoas em 2025, “a escala e o ritmo das execuções sugerem uma utilização sistemática da pena de morte como instrumento de intimidação estatal”, segundo Türk.
Na Arábia Saudita, pelo menos 356 pessoas, incluindo pelo menos dois menores, teriam sido executados em 2025, “ultrapassando o recorde anterior estabelecido em 2024”.
Nos Estados Unidos, ocorreram 47 execuções em 2025, o número mais elevado em 16 anos, de acordo com o Gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.


