Uma história marcada pela prisão, pela solidão e por uma herança inesperada está a despertar atenção, depois de um jovem, identificado como Graciano, ter descoberto que o pai, falecido em 2017, teria deixado uma fortuna de 100 milhões de kwanzas em notas antigas, escondida no quintal da antiga residência familiar.
Graciano tinha apenas 19 anos quando foi preso, em 2015, por um alegado crime de roubo que, segundo o relato, sempre afirmou não ter cometido. Após cerca de 11 anos de privação de liberdade, regressou às ruas em 2026, confrontado com uma realidade profundamente diferente daquela que conhecia antes da detenção.
Durante o período em que esteve preso, deixou de receber visitas a partir de 2017, ano em que foi informado da morte do pai. Sem mãe nem irmãos, terá enfrentado sozinho os anos de encarceramento, sem o apoio de familiares próximos.
Ao recuperar a liberdade, Graciano tinha apenas uma referência do passado: o endereço da antiga casa da família, situada no município do Cazenga, em Luanda. Foi nesse local que, segundo a história divulgada, começou a descobrir o legado deixado pelo pai.
PAI ESCONDEU FORTUNA NO QUINTAL DA RESIDÊNCIA
O pai de Graciano, conhecido como senhor Kiala, terá dedicado cerca de 30 anos da sua vida ao comércio no mercado do Roque. Desconfiado do sistema bancário, preferia guardar em casa o dinheiro que conseguia acumular com o seu trabalho.
Ao longo de décadas, terá reunido uma quantia avultada, que decidiu esconder num bidão enterrado no quintal da residência familiar.
Antes de morrer, em 2017, o comerciante terá entregue uma carta à vizinha mais próxima, deixando uma orientação: caso o filho regressasse, a mensagem deveria ser entregue a Graciano.
A carta terá sido o elo entre o pai, que morreu sem voltar a ver o filho, e o jovem, que permaneceu durante anos atrás das grades.
100 MILHÕES DE KWANZAS EM NOTAS ANTIGAS
Segundo o relato, a mensagem conduziu Graciano ao local onde o pai teria escondido as suas economias. No interior do bidão estariam 100 milhões de kwanzas em notas antigas, acumulados ao longo de aproximadamente três décadas de actividade comercial.
A descoberta representa, na narrativa, uma herança inesperada para um jovem que, após cerca de 11 anos de prisão, regressou à liberdade sem o pai, sem outros familiares próximos e sem saber que o aguardava uma fortuna.
A história foi divulgada pela página Xé Bié. Até ao momento, não foram apresentados elementos independentes que confirmem os detalhes do relato, incluindo a existência do dinheiro, o valor da herança ou as circunstâncias da prisão de Graciano.
Via: Xé Bié


