Domingo, Setembro 6, 2026
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PADDA-AP cobra imparcialidade

O PADDA–AP cobra do Executivo e das instituições do Estado uma actuação imparcial para garantir as liberdades políticas, apelando ao Presidente João Lourenço para que sejam asseguradas a ordem constitucional, a segurança dos cidadãos e a liberdade de participação política.

A formação política considera que os recentes acontecimentos no Uíge evidenciam a necessidade de reforçar os mecanismos de prevenção da intolerância e de garantir que os conflitos políticos não evoluam para confrontos entre cidadãos.

O PADDA–AP afirma que o MPLA, enquanto partido que governa Angola, deve assumir uma responsabilidade acrescida na preservação de um ambiente político baseado na tolerância e no respeito pelo pluralismo.

Apura-se, segundo a posição do partido, que nenhuma organização política ou cidadão deve ser impedido de exercer direitos constitucionalmente consagrados por motivos relacionados com a sua filiação ou actividade partidária.

Por outro lado, o PADDA–AP chama igualmente à responsabilidade todas as forças políticas, com destaque para o MPLA e a UNITA, defendendo que os seus dirigentes devem orientar militantes e apoiantes para uma convivência política pacífica.

O partido sublinha que as diferenças partidárias não podem justificar hostilidades entre angolanos e que a história política nacional não deve continuar a ser utilizada para alimentar rivalidades.

Adianta que o peso histórico de MPLA e UNITA aumenta a responsabilidade de ambas as formações na construção de uma nova cultura política, assente no diálogo e no respeito pela diferença.

Avança ainda que o pluralismo político só pode ser efectivo quando as diferentes forças partidárias têm condições para exercer os seus direitos dentro dos limites estabelecidos pela Constituição e pela lei.

Por outra, disse que a estabilidade política depende também da capacidade dos partidos de controlarem discursos e comportamentos que possam provocar tensão entre os seus militantes.

Lê-se no posicionamento do PADDA–AP que a construção de uma Angola politicamente estável exige responsabilidade institucional e maturidade dos actores políticos.

No entanto, permanece o desafio de transformar os apelos à tolerância em práticas concretas, capazes de impedir que divergências políticas voltem a resultar em confrontos e em situações que ameacem a convivência entre angolanos.

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