A comunidade conacri guineense exige esclarecimentos por parte das autoridades angolanas, antes do seu fun3ral, do ass*ass!nato de Assato Diallo, de 30 anos de idade, que estava grávida de quatro meses, ocorrido no dia 22 de Abril do ano em curso, no interior da sua residência, em Viana, com recurso a objectos contu*ndentes.
A investigação tem agora novos contornos e novos suspeitos. Segundo o relato de Mamadou Abdulai Dialló, marido da vítima, no dia dos factos, terá saído de casa por volta das 7 horas e dirigiu-se à mesquita, onde havia uma celebração de baptismo do filho de um conterrâneo.
“Quando saí de casa, deixei a minha mulher a preparar as filhas para levá-las à escola”, disse. Explicou que, de seguida, deslocou-se até ao seu local de serviço, quando, por volta das 12 horas, ligou para a esposa cerca de duas vezes e o telefone encontrava-se desligado.
Contou ainda que, por volta das 14 horas, estranhou a ausência de resposta às suas chamadas telefónicas, visto que a esposa era quem preparava o almoço e mandava a empregada levá-lo ao seu estabelecimento comercial.
No entanto, decidiu deslocar-se à residência, onde encontrou a esposa caída à entrada da casa de banho, com sinais de agre*ssão gra*ve.
“Assim que cheguei à casa, inicialmente, entrei no nosso quarto e estava tudo bem, mas como no mesmo dia ela também tinha consulta marcada, deduzi que, se calhar, houve um atraso.
Tão logo me dirigi ao outro quarto, vi-a deitada na entrada da casa de banho. Apresentava feri*mentos compatíveis com go*lpes de ar*ma branca (catana), na região da cabeça e do pescoço”, informou.
De acordo com o esposo, com a ajuda de um vizinho, transportou Assato Dialló ao Hospital do Capalanga, mas foi-lhe informado que a esposa já se encontrava mo*rta. E, por falta de espaço na mo*rgue daquela unidade hospitalar, dirigiram-se até à Mor*gue Central de Luanda, onde depositaram o cad*áver.
Acrescentou que, no mesmo dia, foi detido como principal sus*peito e, no dia seguinte, 23 de Abril, foi levado pelas autoridades até ao local do crime, onde, durante a perícia, segundo explica, os efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC) terão entrado em todos os anexos do quintal, tendo encontrado uma camisa branca totalmente ensang*uentada no apartamento do senhorio, pertencente a um dos seus filhos.
Salientou que, no terceiro dia, foi posto em liberdade mediante Termo de Identidade e Residência (TIR), sob o processo n.º 4.377/026-DH, enquanto as investigações prosseguem para o esclarecimento do caso.
CRÉDITOS: NA MIRA DO CRIME


