O Serviço de Investigação Criminal (SIC), em coordenação com a Polícia Nacional de Angola e outros órgãos de defesa e segurança, desmantelou no domingo, 10 de Maio, uma associação criminosa que operava no bairro Boa Fé, município dos Mulenvos, em Luanda.
O grupo, autodenominado “Força de Intervenção Comunitária” (FIC), é acusado de usurpação de funções, uso ilegítimo de designações e símbolos semelhantes aos das forças de defesa e segurança, além de extorsão e burla através de falsas promessas de emprego no Serviço de Protecção Civil e Bombeiros do Ministério do Interior.
Durante a operação, realizada por volta das 11 horas e 40 minutos o SIC deteve 60 cidadãos, incluindo a suposta liderança da organização. Os suspeitos foram encontrados a realizar uma formatura clandestina ao ar livre, onde ministravam instrução de ordem unida.
Segundo as autoridades, a investigação preliminar indica que a rede criminosa terá mais de 5 mil membros em todo o país, dos quais cerca de 1.800 estariam concentrados na província de Luanda. A inscrição no grupo custava 5 mil kwanzas, sendo ainda cobrada uma quota mensal de 2 mil kwanzas.
A alegada estrutura era liderada por Dorotéia Domingos Correia Canhongo, que se apresentava como “Comissária-Chefe” e presidente da FIC, e pela sua filha, Eliana Dorotéia Canhongo, indicada como “Comissária” e diretora de recursos humanos. Faziam ainda parte da liderança Carlos Augusto de Almeida Pascoal, “Comissário-Adjunto” e vice-presidente, e Edgar Canhongo António, “Superintendente-Chefe”, todos detidos na operação.
O SIC sublinha que o uso de uniformes, patentes ou símbolos semelhantes aos das forças de defesa e segurança constitui crime previsto na legislação penal angolana.
Os detidos serão presentes ao Ministério Público para os devidos trâmites legais. As autoridades apelam ainda à população para denunciar situações semelhantes, de modo a preservar a ordem e a segurança públicas.


