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Diretor do INH e Comandante Municipal do Kilamba são acusados de envolvimento em esbulho de terra de 575 hectares

O diretor do Instituto Nacional de Habitação (INH) e a superintendente-chefe Victoria Augusto, conhecida como “Viuma”, comandante do Kilamba, estão sendo acusados de abuso de poder e envolvimento em um esquema de esbulho de terra de aproximadamente 575 hectares, pertencentes à família Jorge e a camponeses da região, segundo relatos de moradores. As denúncias também mencionam suposta desobediência à legislação vigente.

De acordo com relatos coletados no local nesta segunda-feira 6 de Abril, o conflito começou em 2023, quando foi criada a comissão de moradores e o Comité de Ação do Partido (CAP) na área. Taslânia Jorge, neta do primeiro ocupante do terreno, afirma que a propriedade pertence à sua família e a diversos camponeses que vivem na região há anos.

Segundo Taslânia, representantes da administração municipal, então sob a gestão do município de Belas, visitaram a área e propuseram um projeto de loteamento. Inicialmente, a divisão sugerida era de 60% para os moradores e 40% para a administração, mas a proposta foi alterada para 40% para a população e 60% para a administração.

Apesar do acordo, os moradores denunciam que a administração não teria cumprido os termos, vendendo parcelas do terreno a terceiros, incluindo empresários. Obras continuariam a ser realizadas mesmo após decisões judiciais favoráveis aos camponeses.

O terreno em disputa abrange cerca de 575 hectares e envolve aproximadamente mil camponeses, que afirmam estar sendo alvo de intimidação, agressões físicas e acusações criminais desde o início do conflito. Entre os nomes citados pelos moradores estão autoridades municipais, representantes do setor habitacional e membros das forças de segurança, que estariam criando uma rede de proteção facilitando a ocupação e comercialização irregular dos terrenos.

Entre as denúncias está a ocupação de cerca de 150 hectares por um empresário identificado como “Lisboa”, supostamente protegido por autoridades e envolvido em acordos de construção e venda de imóveis na região.

Camponeses relataram sofrimento contínuo. “Queremos os nossos terrenos de volta, estamos cansados de lutar”, afirmou uma das camponesas. Um idoso de 72 anos relatou ter sido detido em meio ao conflito e pediu intervenção do comando geral da Polícia Nacional.

Os moradores exigem a reposição dos seus direitos sobre as terras e o fim do que consideram abusos de poder por parte das autoridades locais. O caso, que se arrasta há cerca de três anos, teria se agravado desde novembro de 2025, segundo os denunciantes

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